Femgraphy, uma plataforma para celebrar mulheres fotógrafas

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Femgraphy, uma plataforma para celebrar mulheres fotógrafas

© Claudia Amuedo, cortesia da Femgraphy; portfólio INDEX — arquivo.

FemGrafía é uma plataforma online que celebra mulheres fotógrafas na Espanha e na América Latina. Conversamos com a fundadora da Femgraphy, Karla Guerrero, vencedora do Prêmio Nacional do México em 2018.

Por que você decidiu criar a Femgraphy?

Tudo aconteceu por causa de uma busca pessoal para encontrar mais mulheres fotógrafas em cena, e a femografia foi um meio de fazer isso. Ao longo do caminho, espaços, coletivos, competições, surgiram com a mesma abordagem de apoio às mulheres na indústria fotográfica. Tudo isso me inspirou e me levou a pensar em como eu poderia contribuir com essa plataforma e, após três anos em operação, a resposta a todas as dinâmicas e conteúdos publicados na femografia superou o que eu poderia imaginar.

Como um fotógrafo pode se tornar membro da Femgraphy e como essa plataforma apoia seus membros?

A dinâmica é muito simples, pois a partir das chamadas abertas que acontecem durante o ano, os fotógrafos podem enviar seus trabalhos, que podem ser compartilhados a partir de postagens no Instagram (usando a hashtag #femgrafia) ou no caso de exposições coletivas on-line.

Por outro lado, existe o arquivo-portfólio INDEX, atualmente composto por 65 fotógrafas da América Latina e Espanha, com diferentes faixas de carreira. Todos eles foram convidados ou após terem revisado seu trabalho, que foi enviado anteriormente em uma das chamadas disponíveis.

©Valeria Arendar, cortesia da Femgraphy; portfólio INDEX — arquivo.

Quais foram as atividades mais destacadas da plataforma?

A Femgraphy gerou conteúdo de qualidade, desde breves entrevistas, artigos de opinião e notas que abordam notícias importantes do cenário fotográfico internacional (de comunicados de imprensa e publicações em redes sociais), alcançando diferentes colaborações com espaços emergentes e estabelecidos especializados em fotografia contemporânea.

Dito isso, a plataforma sempre esteve aberta para participar de colaborações alinhadas com o mesmo objetivo, que é: divulgar o trabalho de mulheres fotógrafas.

SOFÁ

Neste post, estamos compartilhando o trabalho de cinco membros da Femgraphy. Como você fez a escolha dessas imagens?

Bem, essas imagens vêm de cinco fotógrafos que fazem parte do INDEX, que eu sempre procuro maneiras de “liberar” o arquivo-portfólio e, assim, compartilhar o trabalho de cada membro. No final, cada fotógrafo do INDEX tem seu respectivo espaço para que seus trabalhos sejam vistos. Portanto, estendo o convite para visitar todo o diretório disponível em: www.femgrafiafoto.tumblr.com/index

© Mara Sánchez-Renero, cortesia da Femgraphy; portfólio INDEX — arquivo.

Como a criação da Femgraphy beneficiou você em sua carreira?

Mais do que na minha carreira, me ajudou a ver novos trabalhos, conceitos, técnicas e a ter mais consciência do olhar feminino, que considero importante na indústria fotográfica. E, claro, a vantagem de poder colaborar com diferentes espaços e construir uma comunidade mais forte entre artistas e profissionais, que tenho a oportunidade de conhecer.

Nos últimos anos, você fez parte do júri de concursos fotográficos. Quais são suas três principais dicas para quem quer participar de um concurso?

Sem dúvida, a primeira dica seria ser fiel ao que você é como artista e às obras que você cria. Segundo, tentar encontrar o lugar e/ou a plataforma certa para você e para a carreira que está desenvolvendo e, finalmente, sempre aproveite o processo, porque você sempre aprende algo novo toda vez que entra em uma competição e a cada passo que dá em sua carreira.

© Angélica Escoto, cortesia da Femgraphy; portfólio INDEX — arquivo.

Você ganhou um Prêmio Nacional para o México na edição de 2018 do Sony World Photography Awards. Além de estabelecer a impressionante plataforma Femgraphy, o que mais você conquistou desde sua vitória?

Até agora, tive a oportunidade de vivenciar diferentes facetas e momentos da minha carreira, sabendo que há mais por vir. Isso inclui participar de exposições coletivas e individuais, ser jurado e curador de exposições, além de ministrar workshops, palestras e análises de portfólio. Então, desde 2018, não parei de trabalhar no que para mim é mais do que uma paixão, mas um estilo de vida.

Você fotografa principalmente naturezas-mortas e seu trabalho tem uma forte qualidade poética. O que o atraiu nessa abordagem fotográfica específica?

Parece-me que todas as referências que estudei ou conheci durante o desenvolvimento da minha prática deixaram algo para trás, o que me permitiu repensar a imagem (fotográfica) e, com ela, experimentar meu trabalho. Sem dúvida, estar mais consciente do meu olhar e do meu processo criativo desencadeia esses momentos e abordagens, que podem ser percebidos como poéticos, íntimos, emocionais. Então, ao ver há observar e talvez então uma fotografia possa surgir.

© Dolores Medel, cortesia da Femgraphy; portfólio INDEX — arquivo.

Houve um fotógrafo em particular ou um projeto fotográfico que causou uma ótima impressão em sua clínica?

Certamente muito. O que posso dizer é que minhas referências não incluem apenas fotografia, mas também pintura e cinema. Sem falar nas reflexões que surgem do literário e do filosófico.

O que vem por aí para você de forma criativa? Você tem um projeto específico em que está trabalhando?

Atualmente, estou desenvolvendo novos projetos, nos quais existem formatos de saída, como álbuns de fotos. Por enquanto, eu só aproveito momentos de produção e criação.

*A disponibilidade dos produtos mostrados aqui varia entre os locais. Para obter mais informações sobre sua existência, visite o site da Sony em seu país.