Naturalista e observador do invisível.
“Eu uso a câmera como uma prótese para fotografar coisas que são muito pequenas, acontecem muito rápido ou são muito escuras para serem vistas a olho nu”
“Sob nossos sentidos, existe um mundo que só podemos alcançar com as ferramentas certas. Eu uso uma câmera adaptada ao microscópio para me aproximar e expandir minha percepção.”
Existem mundos pequenos, invisíveis por causa de seu tamanho, que abrigam processos químicos, físicos e biológicos perturbadores. Para abordá-los, o olho humano pode contar com uma prótese que aumenta o tamanho das coisas a serem capturadas pela retina: o microscópio.
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O fotógrafo mexicano Raúl González dedicou anos de trabalho à pesquisa desses pequenos mundos, ciente de que uma câmera adaptada ao microscópio e enriquecida com iluminação adequada possibilita capturar, armazenar e divulgar melhor imagens em pequena escala.
Raúl González é o vencedor do segundo lugar no concurso de fotografia microscópica mais importante do mundo, o Nikon Small World 2006, e do primeiro lugar no Concurso Nacional de Fotografia Científica CONACYT 2008.
Suas imagens, que amplificam de 10 a 4000 vezes o tamanho de grãos de areia, flocos de neve, algas marinhas, asas de pássaros e borboletas, foram exibidas no Instituto Smithsonian, sede da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
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Sua proposta central é usar as ferramentas da ciência para criar trabalhos artísticos. Nos últimos vinte anos, ele percorreu grande parte do México acompanhado por um microscópio e uma câmera, tirando fotografias de animais, plantas e minerais.
A comunidade científica internacional reconheceu seu trabalho ao incluí-lo em revistas especializadas como National Geographic, Nature e American Laboratory. Atualmente, ele está focando sua atenção em fotografar microorganismos que vivem no Golfo da Califórnia.