Sou um narrador visual do universo, que une arte e ciência para aproximar o céu de todos.
Cari Letelier é astrofotógrafa, comunicadora científica e guia para expedições fotográficas em busca de paisagens onde o céu se torna o protagonista absoluto. Ele capturou auroras dançando em geleiras, galáxias suspensas acima de vulcões e constelações refletidas em lagoas remotas. Mas além das imagens, Cari constrói experiências que conectam ciência, emoção e uma reflexão profunda sobre nosso lugar no universo.
Com formação profissional em engenharia e estudos em logística e gestão no Chile e nos Estados Unidos, ele deixou uma carreira estruturada para se dedicar totalmente ao céu. Seu conhecimento técnico em óptica, sensores, acessórios, técnicas de astrofotografia de paisagem e processamento digital a tornaram uma referência sólida e respeitada no cenário latino-americano, destacando-se por combinar a arte da imagem com o rigor da ciência.
Ela foi a primeira mulher chilena não cientista a receber um APOD da NASA, reconhecimento que ela obteve duas vezes. Ela foi destacada pela Forbes Chile como uma das 50 pessoas mais criativas do país e pela Bloomberg Línea como uma das 100 inovadoras da América Latina. Seu trabalho foi premiado em inúmeras competições nacionais e internacionais, especialmente por seu trabalho astrofotográfico, e abriu caminho para que outras pessoas ousassem se dedicar profissionalmente a essa disciplina.
Ela participou de documentários, entrevistas televisivas, mídia especializada, festivais de cinema e fotografia, bem como de eventos dedicados à ciência e à divulgação astronômica, onde foi consultada como voz especialista em fenômenos celestes, astrofotografia e educação científica. Por meio de suas plataformas, palestras, workshops e viagens, contribuiu ativamente para a democratização da astrofotografia e colabora com entidades astronômicas como ESO, ALMA, Dark Sky, comunidades acadêmicas ligadas à astronomia e grupos de astronomia amadora. Ele também foi membro do júri em vários concursos fotográficos nacionais e internacionais.
Ele participa de projetos inclusivos e colaborativos, como explicar fenômenos celestes para pessoas com deficiência visual ou auditiva, e de iniciativas de fotografia 360 lançadas para apoiar empreendedores de turismo e astroturismo, bem como com palestras sobre diversificação e oportunidades na oferta de astroturismo. Além disso, cria conteúdo audiovisual para redes sociais, onde combina dados científicos, assessoria técnica e uma narrativa próxima, ensinando sobre o céu, as auroras e como capturá-las com propósito e técnica.
Atualmente, guia grupos de expedições fotográficas na Islândia, no Chile e no Ártico, experiências que integram aprendizado técnico, conexão com a natureza e reflexão coletiva. Suas viagens não são apenas para tirar fotos, mas para olhar para cima... e olhar para dentro.
Para Cari, a astrofotografia é uma linguagem em que a arte se move e a ciência revela. Uma forma de traduzir o universo em emoção e conhecimento.